Quercus junta-se à Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”, pelos fundados receios de maior destruição da Amazónia e outros ecossistemas ameaçados da América do Sul

Hoje, dia 15 de março, é o lançamento oficial da Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”, que reúne mais de 450 ONG e coletivos de todo o mundo, onde se inclui a Quercus – ANCN, com o objetivo de travar a aprovação de um acordo comercial que dizem ameaçar “a ação climática, soberania alimentar, defesa dos direitos humanos e do bem-estar animal”.

 

O acordo entre a União Europeia e a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai seria o maior acordo comercial envolvendo a União Europeia, abrangendo um total de 780 milhões de consumidores. As negociações tiveram início em 1999 e o acordo foi assinado em dezembro de 2019, faltando ainda ratificá-lo. O processo de ratificação do acordo pode ter lugar durante o mandato da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, que teve início em janeiro de 2021. 

 

O aumento da destruição da Amazónia e outros ecossistemas, e ataques e expropriações contra a população indígena são algumas das preocupações da Quercus em relação a este acordo, que irá facilitar ainda mais o acesso a produtos, como carne, soja transgénica e minérios oriundos desses países da América do Sul, em consequência da expansão das monoculturas intensivas, da pecuária intensiva e da mineração.

 

Em alternativa, a aliança de organizações afirma que, “para um futuro viável, um modelo de comércio do século XXI deve apoiar, em vez de minar, os esforços para criar sociedades socialmente justas e ecologicamente resilientes, baseadas nos princípios de solidariedade, proteção dos direitos humanos e de nossos limites planetários.”

 

Website oficial da Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”: https://stopeumercosur.org/

Site em português: https://stopuemercosul.pt

 

Conferência de imprensa via ZOOM às 13.00h (hora de Lisboa, 2pm CET)

 

Irá realizar-se uma conferência de impressa com os seguintes interlocutores: Bettina Müller (Power Shift), Gabriel Casnati (Public Services International, Interamericas), Pietro Ruffolo (EFFAT Vice President), Sonia Guajajara (APIB), Alexandra Buck (FFF-Germany), facilitada por Iana Dreyer (borderlex.net)

 

Os jornalistas são convidados a registarem-se aqui: https://zoom.us/meeting/register/tJYqdOmspjooHtfw_2DB_PZYFzPb-LkbyHGU

 

Opinião pública portuguesa opõe-se ao acordo UE-Mercosul

 

Num recente inquérito realizado em 12 países europeus ( Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suécia) financiado pela Rainforest Foundation Norway, uma média de 75% dos inquiridos consideraram que os seus governos devem interromper imediatamente o processo de ratificação do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, pelo menos até que cesse a desflorestação da Amazónia, mesmo que isso viesse a prejudicar as exportações para os países sul-americanos. No caso dos portugueses essa percentagem sobre para os 85%. Apenas 12% dos inquiridos afirmou querer ratificar o acordo apesar da desflorestação em curso.

 

Petição Contra o Acordo Comercial UE-Mercosul, pela Democracia, Ambiente e Saúde

 

Decorre também uma petição dirigida ao Presidente da República e deputados(as) da Assembleia da República Portuguesa que se encontra disponível aqui.

 

Lisboa, 15 de março de 2021

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

 

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