Faltam poucas semanas para a União Europeia iniciar o seu jogo climático

Um protocolo de Quioto intacto, metas de redução ambiciosas e dinheiro na mesa são os pontos críticos após as negociações em Banguecoque.

Na penúltima ronda de negociações antes de Copenhaga subsistem três grandes pontos críticos após o encerramento de mais uma ronda de negociações sobre o clima que terminou ontem em Banguecoque: um protocolo de Quioto intacto, metas de redução de emissões ambiciosas e dinheiro na mesa.

 

Estas questões mostram uma falta de vontade da União Europeia e de outros países industrializados em encontrar uma base comum com os países em desenvolvimento para estabelecer um comprometimento financeiro adequado, níveis ambiciosos de redução e ainda defender o Protocolo de Quioto – único instrumento existente no momento, com metas quantificáveis de redução de emissões de gases de efeito de estufa (GEE) e, neste momento, um dos pontos de partida para os países em desenvolvimento.

 

“Esta semana vimos a União Europeia perder de vista a sua meta climática”, disse Ulriikka Aarnio, representante da CAN-E (Climate Action Network – Europe, Rede Europeia para a Acção Climática). “A União Europeia não pode deixar de lado alguns actores importantes, incluindo os países em desenvolvimento, para tentar um acordo – qualquer acordo – com os Estados Unidos da América”, continuou. “A atitude da UE no Protocolo de Quioto não está a ajudar neste processo.”

 

Apesar de terem sido feitos alguns avanços em Banguecoque em termos de consolidação do texto de negociação, ao nível político não se verificou nenhum progresso. Agora que as reuniões em Banguecoque chegaram ao fim, as atenções viram-se para Bruxelas, onde, durante as próximas duas semanas, os ministros da União Europeia (UE) podem liderar o caminho no combate às alterações climáticas. A primeira das três reuniões de alto nível ocorrerá no próximo dia 20 de Outubro, onde os Ministros das Finanças terão a oportunidade de melhorar a proposta de financiamento climático. A Quercus, no quadro da Rede para Acção Climática espera uma oferta da União Europeia de 35 mil milhões de euros anuais de financiamento público. Os Ministros do Ambiente irão encontrar-se a 21 de Outubro no Conselho de Ambiente, para discutir as posições internacionais da UE sobre alterações climáticas. Os Chefes de Estado da UE irão encontrar-se para finalizar o mandato europeu para Copenhaga.

 

A Noruega anunciou no final das negociações que está disponível para reduzir as emissões em pelo menos 40% em 2020 em relação a 1990, indo ao encontro das pretensões do que defendem as organizações não governamentais de ambiente.

 

As reuniões deste mês são o momento da UE fazer valer os seus objectivos no caminho para a resolução do problema das alterações climáticas e o novo objectivo anunciado pela Noruega é prova de que é possível.

 

 

 

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