Depósitos de alcatrão e entulhos em Saibreira

O Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus (NRLA), na sequência do comunicado de imprensa do dia 22/04/2009, sobre a situação existente na Saibreira localizada na Herdade da Comporta, presta os seguintes esclarecimentos:

 

1. As quantidades de entulhos depositados na saibreira e indicadas no comunicado supra referido assentaram em denúncias locais que afirmavam tratar-se de “…muitos milhares de toneladas, boa parte dos quais se apresentavam soterrados, mas facilmente visíveis, sobretudo em dias de chuva, que os deixavam a descoberto.

 

1.1. Tendo sido recentemente apresentada documentação pela “Burgausado”, que comprova a remoção de 28 toneladas de entulhos, poder-se-á afirmar que essa dificuldade – a de determinar as quantidades exactas de entulho - foi igualmente sentida por esta Empresa uma vez que afirmou em resposta à Quercus, do dia 27/04/09:

 

«No local não há entulhos. Há alguns resíduos de tijolo e argamassa, que vieram juntos com cerca de 30.000m3 de terras vegetais que foram lá colocadas, pela empresa, para recuperação paisagística (resíduos esses que não devem chegar a uma tonelada!)…».

 

1.2. Se o NRLA exagerou na quantidade dos entulhos, não foi seguramente por má fé mas por estarmos convencidos de que o que se dizia era verdade, ao que acrescem as mesmas razões pelas quais a “Burgausado”, em 27/04/2009, afirmou que no local não havia entulhos mas apenas «alguns resíduos de tijolo e argamassa», para pouco depois apresentar documentação comprovativa da remoção de “pelo menos 28 toneladas de entulhos”.

 

1.3. Aceitamos a argumentação da “Burgausado” e se é por aqui que está a dúvida, reafirmamos formalmente as 28 toneladas de entulhos, o que, convenhamos, não é pouco…

 

2. O NRLA pretendeu igualmente alertar para os riscos para a Saúde Pública e os impactes graves ao nível da conservação da natureza e do ambiente, caso não fosse a situação rapidamente rectificada.

 

2.1. Relativamente a este assunto a empresa “Burgausado” terá diligenciado para que se efectuassem análises à água. 

 

2.2. Embora o NRLA desconheça as condições em que foram efectuadas tais análises (profundidades, localizações exactas, parâmetros analisados, técnicas analíticas utilizadas, etc), congratulamo-nos com o facto de as mesmas terem revelado ausência de contaminação, nomeadamente, no momento em que foram realizadas. 

 

3. Quando o NRLA se referiu ao ritmo de exploração e aos problemas de segurança, no seu anterior comunicado, fê-lo com base em denúncias de residentes das imediações e da constatação, no local, de movimentações na Saibreira durante um horário de, aproximadamente, 17 horas.

 

3.1. Não pretendeu afirmar que, qualquer trabalhador da “Burgausado” teria que assegurar esse horário. 

 

3.2. Outrossim, neste caso, funcionou a nossa boa fé e também aqui aderimos à documentação apresentada, sem no entanto se nos terem desfeito as dúvidas.  

 

 

4. A falta de vedação em zonas de forte inclinação, como por exemplo, nas zonas de descarga dos entulhos revelavam-se como problemas de segurança e, por este motivo, mereceram igualmente destaque no comunicado. 

 

4.1. Aliás, a execução de tal vedação teve o seu início num dos momentos da deslocação ao local dos representantes da Quercus e do ICNB.

 

O NRLA congratula-se que, relativamente às questões ambientais, a empresa tenha tomado providências para rectificar as situações existentes, levando mesmo a que se possa admitir exagero nas quantidades de resíduos anteriormente mencionadas, no comunicado de imprensa do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus de 22/04/2009.

 

Face ao exposto, acreditamos que, não obstante a existência de discrepâncias entre o afirmado inicialmente e os dados que nos foram apresentados, a intervenção do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus contribuiu para uma mais rápida resolução dos problemas existentes, a bem do ambiente.

 

 

Santo André, 1 de Outubro de 2009

 

A Direcção da Quercus do Litoral Alentejano

 

 

 

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